terça-feira, 10 de novembro de 2009

O copo metade cheio...

De volta de mais uma maratona de viagens. Muita coisa pra contar, fotos pra mostrar.

Mas ontem voltando de vez pro Rio fiquei pensando nas coisas que mudam nossas vidas. Tudo começou com o pensamento de que se eu não tivesse entrado na comunidade "Brasileiros na Argenina" do orkut eu não teria respondido a uma proposta de trabalho, logo não teria me mudado e conhecido a Gaby, e, claro, não teria conhecido ele. Aí lembrei dessa publicidade, espalhada pelas ruas de Buenos Aires:


E ri. Naquele momento eu já sabia que precisava muito mais que um pé na bunda pra me derubar. Mas sou orgulhosa, sim -nas palavras da minha irmã, sou taurina demais- e queria ter dado eu o pé na bunda, numa relação que eu sempre soube que terminaria tão patetiamente como começou. Mas caí na lábia do mini-Videla e ele, mais esperto que eu, terminou antes. Sim, é ridículo, mas minha relação anterior terminou nesse nível, numa briguinha infantil de egos.

Pois é. Sem aquele pé na bunda, hoje eu não estaria com o meu Bundão.

Alguns dias até eu fico otimista!

domingo, 11 de outubro de 2009

Eu ainda não sei esperar...

Outra dia pensei nessa música. tanto tempo que não escuto. Na verdade desde os meus 16 anos tô meio saturada de Legião Urbana. Escutei tanto que dez anos depois ainda estou cansada. Mas nunca tinha reperado nessa letra. Melhor, nunca tinha me identificado, nunca tinha entendido. Hoje, quando eu peguei o táxi no aeroporto depois de mais uma da nossa rotina de despedida, ela fez todo sentido.

Sete cidades

Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade

Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu

Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo

Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu

Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espírito se perde, voa longe

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Com vocês, Túlio.

Tá todo mundo falando nele. E eu, como fã número 1 (no sentido de primeira fã, porque agora ele deve estar cheio de "menininhas inocentes" gritando por ele e pendurando fotos na parede) já tava me sentindo ofendida por não fazer o meu post.

O Túlio é a nova sensação da Internet brasileira. Pra muitos, está aproveitando seus 15 minutinhos de fama. Mas pra mim, que sou fã tem tempo (e gosto de divulgar meu mérito de primeira fã), esse fuzuê todo nem chama atenção. Afinal, nossos ídolos sempre são importantes, né?

Ele é O cara para tomar uma boa cerveja/um bom vinho (ou não tão bom assim) regado por empanadas. É só mandar um singelo sms e o Túlio vai lá. Ele vai em todas as minhas despedidas, e sempre pede mais uma. E quando a gente tenta fingir que não vive só de alcool, ele topa um starbucks, mas se eu ofereço creme pras mãos ele esculhamba logo: "Porra, só porque saio com amigas não significa que vou virar viado", ou algo do gênero. E mesmo ele agora sendo uma pessoa (quase) otimista, enxergando essa tal beleza da vida que muitos dizem existir, ele ainda é meu companheiro de reclamações preferido. E até a minha mão lê o blog dele. Mas o Túlio me conquistou de vez uma vez que, nem lembro porque, me chamou de "Jacu" no twitter.

Tudo isso só pra explicar porque eu sou fã antes do pagodeversion. Ah, claro, não posso deixar de falar que ele é fã do Oasis, do Calamaro, de cinema -programas que sempre combinamos de fazer juntos, mesmo que alguém fure, caso do Oasis- e faz as vinhetas do Family Guy. Só pelo Family Guy eu e meu irmãos já achamos que o Túlio deveria ganhar aquela medalha de honra que o Lula deu pro Tony Ramos mês passado.

Mas pros que ainda acham que é necessário explicar porque o Túlio faz sucesso muito além do pagodeversion, leia sua última entrevista. Pros preguiçosos, deixo essa parte que explica tudo:

Zannin – B#9: E o que rolou de resultado? Quase 20 mil views nos seus vídeos, entrevista no B#9 (hehe) e o que mais?
TB: Rolaram entrevistas em sites, jornais, revistas, vários posts em blogs que nunca ouvi falar, um possível contrato para comercializar música para celulares, um tweet do vocalista do Exaltasamba dizendo que curtiu a versão para “Me apaixonei pela pessoa errada” e e-mails de duas ex-namoradas.


Vai dizer que ele não é um ídolo?

:P

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quando a vida imita a arte...

Começou o Festival do Rio. Dias de loucura e fanáticos fechados nas salas de cinema. Por acaso todos os filmes que comprei ingresso são falados em espanhol, e se não fosse pelo Almodóvar, seriam todos argentinos. Freud explica...

Mas quero falar do filme que fui ver hoje, conselho da mamy, "Lluvia". Um filme argentino, que se passa em Buenos Aires, com a seguinte sinopse no festival:

Buenos Aires está debaixo de chuva há três dias. Após ter abandonado o homem com quem viveu por nove anos, Alma está morando temporariamente em seu carro. Presa na tempestade, se sente solitária e insegura. Roberto, de volta ao país após 30 anos, também se sente solitário; tudo o que tem na Argentina é um pai em coma, com quem nunca se relacionou, e um apartamento que precisa ser esvaziado. No meio do trânsito, a porta do carro de Alma abre inesperadamente, e Roberto entra. Ela, mesmo sem conhecê-lo, deixa que entre, e o encontro muda o curso de suas vidas nos dias seguintes.

Eu nunca tinha me identificado tanto com a situação de um personagem como aconteceu hoje. Tive uma semana de cão. Nada de grave aconteceu, diriam os demais, mas pra mim, sim: chuva. Chuva forte, daquelas que nem adianta usar o guarda-chuva, com muito vento. Desde segunda-feira. E segunda-feira eu, por razões que não vou explicar agora, estava de chinelo e bermuda. E fui pra Niterói. E depois pro centro da cidade. Cheguei em casa absurdamente molhada, com meu material igualmente ensopado.

Quinta-feira, tudo de novo. E parecia que não tinha fim. Que era uma piada de alguém, que era meu drama pessoal.

Hoje já saí de casa preparada pro dilúvio, e também preparada pra voltar de mau humor. Tinha que ir ao centro e depois na PUC que, pra quem conhece o Rio, sabe que é um lugar horroso pra chegar, com muito trânsito.

Aí resolvi seguir o conselho da mamy e fui ao cinema. E lá vivi profundamente as angústidas da Alma, em seus 3 dias de chuva interminável em Buenos Aires, morando no seu carro. Cada vez que ela saía e se molhava toda, eu sentia um arrepio e uma tremenda compaixão, queria gritar no cinema "Eu te entendo!". Não, não gritei. Mas não fiquei quieta na cadeira, o senhor perto dava aqueles olhares de reprovação, mas era mais forte que eu. Estava angustiada, sentia que era a minha semana punk que passava na tela.

Não vou dizer que saí do cinema feliz, até porque estou em uma fase reclamona. Mas pelo menos me senti menos injustiçada com tanta chuva, pelo menos não choveu o resto do dia e pelo menos não cheguei em casa de mau-humor. Sorte da minha mãe.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

De mãos atadas...

É tão ruim quando temos um problema, sabemos como solucioná-lo, mas não podemos. E aí, fazer o que, então?

Queria voltar naquele tempo que a gente deitava à noite, juntinhos, e ficava só dividindo sonhos, que pareciam tão impossíveis. Eles reais não tem aquele gosto que a gente esperava. E aquela realidade, que parecia tão pequena, e era vista só como uma etapa, agora tornou-se o sonho, e parece ser o único lugar onde o mundo faz sentido. Ou melhor, onde ele não faz sentido algum. E por isso é o lugar em que quermos estar.

Repito como a saudade é uma merda.