quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Eu vivo sempre no mundo da lua!

Olhem que máximo!!!!

Quem não fica com os olhos cheios de lágrimas quando vê isso?? Lindo!!!

Vou fazer um post especial sobre artistas de MPB e músicas infantis, merecemos, né?

Essa era a minha preferida, qual mais vocês lembram?

beijoooos!

domingo, 28 de outubro de 2007

Luz, câmera, ação!

video

Pra que todas tenham um início de semana maravilhoso... eu e a Preta dando show de atuação em Bariloche!

Não somos o máximo? :)

beijos!

No som, Toquinho e a música que citei no post abaixo:

Imaginem
Toquinho - Elifas Andreato

Imaginem todos vocês
Se o mundo inteiro vivesse em paz.
A natureza talvez
Não fosse destruída jamais.

Russo, cowboy e chinês
Num só país sem fronteiras.
Armas de fogo, seria tão bom,
Se fossem feitas de isopor.
E aqueles mísseis de mil megatons
Fossem bombons de licor.

Flores colorindo a terra
Toda verdejante, sem guerra.
Nem um seria tão rico,
Nem outro tão pobrinho:
Todos num caminho só.

Rios e mares limpinhos,
Com peixes, baleias, golfinhos.
Faríamos as usinas nucleares
Virarem pão-de-ló.

Imaginem todos vocês
Um mundo bom que um beatle sonhou.
Peçam a quem fala Inglês
Versão da canção que John Lenon cantou.

Faber Castell - Aquarela

Já que não deram muita bola ao outro vídeo... desse lembram, né?

Todos sabíamos cantar essa música, eu já adorava o Toquinho nessa época.

Vivo buscando um especial que ele fez pra Globo, um programa infantil, uam das músicas era uma versão de Imagine do John Lennon: "Imaginem todos vocês, se o mundo inteiro vivesse em paz... a natureza talvez, não fosse destruída jamais..." Lembram? Alguém tem esse especial gravado? Eu agradeceria muito!!!

Que outra lembrança desses especiais infantis você tem? Comente aqui! Vamos fazer uma sessão nostálgica, e linda...

sábado, 27 de outubro de 2007

Campanha Lula de 1989

Lembram disso?

Bateu aquela nostalgia... Quase 20 anos depois, tanta coisa mudou...

Bom sábado de muito sol (pelo menos aqui!) para todos!

E desculpem a ausência, mas a falta de tempo tá comlicando!

beijooooos!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

:)


As vezes nós temos medo de imaginar demais, de criar muitas expectativas antes de ir a algum lugar, antes de conhecer algo ou alguém. Ultimamente eu tenho feito o contrário: cada coisa nova que surge, cada possibilidade ou idéia eu tento sonhar o máximo possível, criar idéias mil, pensar até cansar. Já sei que nunca vai ser como eu imaginei e adoro que seja assim.

Se as coisas sairem melhor do que eu imaginei, espetacular! Se for tudo pior, tudo bem; pelo menos nesses momentos em que estive fantasiando eu pude aproveitar!! A verdade é que imaginar, inventar, nunca pode ser ruim.

Com a minha viagem pro norte argentino foi assim. Antes de ir eu estava eufórica, cheia de expectativas. Quando entrei no ônibus, naquelas 20h de viagem até Salta, senti uma mistura de medo, alegria, ansiedade... e na volta tudo se resumia em FELICIDADE. Por ter conseguido aproveitar além do imaginado e do sonhado... por ter ido sozinha, por não ter ficado sozinha. Pela combinação perfeita entre conhecer o mundo e conhecer gente. Gente sempre vale a pena...

No som, muito Calamaro: "Me entrego al vino porque el mundo me ha hecho así, no puedo cambiar"!!

sábado, 13 de outubro de 2007

Tomates nem verdes, nem fritos



Que a inflação existe na Argentina é um fato, só o governo continua insistindo que não. Mas que o kg do tomate chegue a 18 pesos (um pouco menos de 6 dólares) é uma loucura. Já que o governo não fez nada, partiu da sociedade civil tomar uma atitude: boicot ao tomate!

Organizações de direito dos consumidores e os mercados chineses (aqui praticamente todos os mini mercados são de chineses, os conhecidos "chinos") propuseram o boicot esse semana, e o resultado: no segundo dia, o tomate já estava a $7,00, chegando no final da semana a até $3,00. Uma grande vitória.

Mais que nunca frequentei verdurarias e escutava as pessoas falando: "Não, tomate, não. Eu apoio o boicot". Estava por todos os lados, em todos os jornais e canais de TV.

O legal é que esse boicot mostra como a sociedade civil pode, sim, mudar as coisas que não a agradam se existe movilização. Aquela velha história de "se a gente fizer alguma coisa, as coisas mudam", foi provada que funciona.

VIVA O (Boicot ao) TOMATE!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sin olvido y sin perdón


Um dia para celebrar a justiça e acreditar que ela pode sim ser feita, mesmo quando já passado muito tempo.


Ontem foi condenado à prisão perpétua Von Wernich, padre católico acusado de participar da na última ditadura militar argentina. Ele era acusado de participar de 7 homicídos, 31 casos de tortura e 41 sequestros.


Desde o início do governo de Néstor Kischner a Argentina começou a julgar os responsáveis pela última ditadura militar, após serem consideradas inválidas as leis do perdão (do governo de Raúl Afonsin) que os protegiam.


O caso argentino é um avanço - e uma esperança - para todos os países do Cone Sul que sofreram com as últimas ditaduras sangrentas entre as décadas de 1960-1980. no Chile, Pinochet morreu sem nunca ter sido julgado, uma ferida que ficará aberta para sempre na sociedade chilena. No Brasil sequer existe alguma intenção de desconsiderar a lei de Anistia (feita pelos própios militares, que os inclui) e mandar pro banco dos réus tantos torturadores e assassinos. O que existe é uma política de indenização, o que reconhece o ato, mas não responsabiliza seu praticante.


Esse é um momento histórico não apenas para os argentinos. Todos nós como latino-americanos, todos os que defendem políticas de direitos humanos, ou simplesmente os que acreditam na justiça devem agora fazer um brinde à decisão unánime da justiça argentina.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Quem acredita no mago?

Outro dia entrei em uma livraria aqui em Buenos Aires e em uma seção dessas de livros mais vendidos encontrei 4 do Paulo Coelho, todos devidamente traduzidos ao espanhol. Não foi a primeira vez que me dei conta que ele é um fenômeno mundial, mas foi quando parei pra pensar sobre isso. Ali estavam seus livros, ao lado de Maitena e pior, da Mafalda.

Na mesma época abro o jornal e vejo que ele foi escolhido pela ONU para ser Mensageiro da Paz (seja o que isso signifique). Os argentinos perguntam se eu não estou orgulhosa de todo esse reconhecimento internacional que ele tem. Eu deveria estar?

No Brasil existe um preconceito muito grande em relação a esse autor. Reconheço que sou uma das muitas pessoas que defende o "não li e não gostei". Paulo Coelho virou motivo de crítica para praticamente toda uma geração de intelectuais.

Uma vez em uma aula do curso de História da UFF sobre "História e Literatura" surgiu a questão de que até o Paulo Coelho deve ter um lado bom. Algum aluno irônico respondeu imediatemente: "tinha, mas já morreu, era o Raul Seixas.

Passados alguns anos ainda acho graça nesse comentário, mas não posso deixar de pensar que realmente ele deve ter um lado bom (que ainda esteja vivo). Conheço muitas pessoas que gostam de seus livros e o consideram um dos grandes escritores da literatura brasileira.

Seu sucesso internacional também deixa a dúvida: o que será que tem de tão interessante em suas histórias? Não tenho dúvida que ele sabe como escrever, talvez falte aprender o que escrever...

É complicado levar a sério alguém que acha legal publicar algo como:

"O segredo da felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo e nunca se esquecer da sua missão ou do seu objetivo." O Alquimista.

Nada pior do que escutar citações filosóficas a la Paulo Coelho... Afinal, quem lê seus livros tem essa sensação estranha de achar que isso o faz intelectual, e pior, de achar que é "culto" citar coisas desse nível. Ainda dou mais valor à citações de bêbados em botequins...

Talvez eu devesse ler antes de criticá-lo. Mas o mais difícil para mim não é aceitar seu sucesso. O difícil é pensar que um país que tem em sua história Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Lima Barreto entre muitos otros, tenha conseguido o sucesso no mercado editorial logo com o "mago". Tenho uma lista imensa de autores que quero que ler (e reler) antes de pensar em dar uma oportunidade a Paulo Coelho.

E confesso que ainda prefiro pensar que é somente um acidente ver Brida ali, tão perto da Mafaldinha...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O eterno nervosismo da primeira vez


Já tive tantas primeiras vezes na minha vida, umas ótimas, outras nem tanto, que resolvi fazer meu primeiro post nesse blog exatamente sobre isso: primeiras vezes.

Já é comum a discussão dos medos da primeira vez. A que inicia todo esse processo acho que é a primeira vez que nos separamos dos nossos pais, ou a primeira vez que vamos à escola, e quando olhamos pra trás não temos mais ao nosso lado o nosso "porto seguro". E de alguma maneira é a primeira vez que encaramos o mundo sozinhos.

A foto que coloco aqui é sobre um sentimento de primeira vez, já que toda primeira vez é também o início de uma caminhada. E é sempre melhor caminhar (bem) acompanhado!
Seguindo a idéia do filme "Alta Fidelidade", faço aqui meu top 5 de primeiras vezes que marcaram a minha vida, sem nenhuma ordem de importância, a única ordem é a do que me veio primeiro à cabeça:

1. A primeira vez que toquei o Oceano Pacífico - foi em fevereiro de 2004, na minha viagem ao Chile com a minha irmã e minha prima. Fizemos uma viagem maravilhosa Argentina-Chile, era minha primeira vez fora do Brasil. Essa viagem tem um significado especial em muitos aspectos da minha vida, como por exemplo a minha relação com a minha irmã. Acho que foram esses dias juntas que terminou de criar esse laço tão forte que temos hoje. Tocar o Pacífico foi o momento em que senti todas as emoções dessa viagem juntas, e desde então viajar é o grande prazer da minha vida.

2. A primeira vez que perdi alguém - não só de coisas boas são feitas as "primeiras vezes". Eu tinha 16 anos e éramos amigas de colégio. Nesse momento senti um vazio e percebi algo que parecia óbvio, mas não era: que não somos imortais.

3. A primeira vez que dei aula - eu estava assustada, com muito, muito medo. Entrei na sala de aula pra substituir um professor que era amado por todos. Estava apavorada, querendo fugir, até que me vi olhando pra 30 criaturas de não mais que 11 anos, todos querendo saber quem era essa menina ali na frente querendo falar sobre História... e então relaxei e tive a certeza que esse era um dos maiores prazeres da minha vida.

4. A primeira vez que viajei sozinha - não considero ter vindo pra Argentina uma viagem sozinha, foi uma mudança completa de vida. A primeira vez que de verdade viajei sozinha foi há 15 dias, quando conheci o norte argentino. Foram 9 dias mágicos, nos quais conheci lugares e pessoas incríveis, tudo ainda está sendo processado. Meu grande companheiro foi meu velho all star, que caminhou comigo tanto na solidão total quanto na companhia de novos amigos. E claro, minha câmera de fotos, registrando cada segundo.

5. A primeira vez que toquei neve - estava em Córdoba, acordei com a recepcionista do albergue gritando "nieve! nieve!". Levantei e fiquei pelo menos uma hora sentada na janela olhando, um frio incrível (que me rendeu um super resfriado depois), e eu de pijamas, só admirando aqueles floquinhos brancos que pareciam cair como mágica...

Já tenho 5 outras primeiras vezes importantes, que na verdade parecem mais importantes que as que escrevi. Mas o que importa é que, há 5 minutos atrás, isso era o que eu sentia.

Bom, pra tentar criar algum tipo de troca com esse blog, espero recados de todos: qual o seu top 5 de primeiras vezes?