quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sin olvido y sin perdón


Um dia para celebrar a justiça e acreditar que ela pode sim ser feita, mesmo quando já passado muito tempo.


Ontem foi condenado à prisão perpétua Von Wernich, padre católico acusado de participar da na última ditadura militar argentina. Ele era acusado de participar de 7 homicídos, 31 casos de tortura e 41 sequestros.


Desde o início do governo de Néstor Kischner a Argentina começou a julgar os responsáveis pela última ditadura militar, após serem consideradas inválidas as leis do perdão (do governo de Raúl Afonsin) que os protegiam.


O caso argentino é um avanço - e uma esperança - para todos os países do Cone Sul que sofreram com as últimas ditaduras sangrentas entre as décadas de 1960-1980. no Chile, Pinochet morreu sem nunca ter sido julgado, uma ferida que ficará aberta para sempre na sociedade chilena. No Brasil sequer existe alguma intenção de desconsiderar a lei de Anistia (feita pelos própios militares, que os inclui) e mandar pro banco dos réus tantos torturadores e assassinos. O que existe é uma política de indenização, o que reconhece o ato, mas não responsabiliza seu praticante.


Esse é um momento histórico não apenas para os argentinos. Todos nós como latino-americanos, todos os que defendem políticas de direitos humanos, ou simplesmente os que acreditam na justiça devem agora fazer um brinde à decisão unánime da justiça argentina.

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