domingo, 16 de dezembro de 2007

A importancia da Memória



Essa semana terminei minha pesquisa no Memoria Abierta, uma associação argentina que procura manter a memoria sobre o sombrio período da última Ditadura Militar naquele paí, entre 1976 e 1983, no qual os números estimados são de 30.000 desaparecidos forçados, além de muitos assassinatos, torturas e exílios.

A proposta do Memoria Abierta, de acordo com a própia página deles é:

Memoria Abierta, Acción Coordinada de Organizaciones argentinas de Derechos Humanos, trabaja para aumentar el nivel de información y conciencia social sobre el terrorismo de Estado y para enriquecer la cultura democrática. Uno de nuestros principales objetivos es lograr que todo registro de lo ocurrido durante la última dictadura militar y sus consecuencias sea accesible y sirva a los fines de la investigación y educación de las futuras generaciones.


O trabalho deles é impressionante, com mais de 600 entrevistas que estão disponíveis para o público -algumas são limitadas pelos própios entrevistados- e inclusive usadas nos julgamentos contra os responsáveis, que estão em andamento no país nesse momento.

Estive lá durante 2 meses, uma experiência muito boa e emocionante. Chorei, ri, tive raiva... é impossível escutar essas histórias sem ter algum tipo de reação. Muitas vezes sai de lá tão triste e incoformada que me isolava, chorava e tinha pesadelos durante a noite. Teve até o dia que eu caí pelas escadas na hora de ir embora de tão distraída que eu tava. Eu passava em média 3,4 horas, 3 vezes por semana. Me envolvi nessas histórias quase como se fossem minhas.

Entre as coisas positivas ficam:

- Principalmente as pessoas que trabalham lá. Eles são uns amores, sempre me trataram com um carinho impressionante, muitas vezes vinham e me abraçavam quando viam que eu chorava ou estava impressionada com algo. Quando tinha festinha, eu ganhava bolo e tudo. Especialmente agradeço à Silvina, responsável pelo arquivo público, que sempre foi maravilhosa desde nosso primeiro contato por email.
- A ima
gem do Brasil. A solidariedade do povo brasileiro foi uma unanimidade. Eu tinha que escutar exilados que foram ou passaram pelo Brasil, e todos falavam bem dos brasileiros, de como foram ajudados. Mesmo aqueles que foram vítimas da Operação Condor.
- A busca
por justiça e memória. Não importa quanto tempo passou, muita gente continua lutando por justiça, sem descanso. O lema "Sin olvido y sin perdón" continua mais forte que nunca.



Um exemplo que deveria ser seguido pelo mundo todo.

Organizações que participam do Memoria Abierta:


domingo, 9 de dezembro de 2007

"E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz"

Sei que a gravação é tosca, mas vale a pena pela explicação do Chico.

Quando eu era criança achava essa música tão linda que até usei parte dela em uma redação do colégio. Serve pra gente viajar muito... pensando em uma época linda, ou que talvez não foi tão linda, mas que está na nossa memória, e que dá muita saudade...

E que o homem lindo!!! :)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Estudo, estudo e estudo! Muito estudo!


Amo, amo, amo!

Ausente do mundo virtual para dedicar-me à minha dissertação no mundo real... será que sai? Falta pouco!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sostenibilidad 2.0


Tá aí, lançamento super recomendado. Não só porque de alguma maneira eu faço parte (não participei do livro, mas há alguns meses tive o prazer de me unir a este grupo), mas porque foi após ler o livro que tive certeza: eu quero estar aí!

A melhor definição para o que é Odiseo acho que está no nosso blog:

Somos una consultora de comunicación especializada en nuevos medios. Nos preocupa el planeta, la gente y sus relaciones. Desde hace dos años, venimos investigando las tendencias globales en desarrollo sostenible, las acciones de las organizaciones ciudadanas que proponen nuevas soluciones a los problemas sociales y el surgimiento de la web 2.0. Elaboramos estrategias de comunicación para las empresas que quieren iniciar un nuevo diálogo con sus stakeholders a través de los nuevos medios participativos.


A partir dessa idéia que Ernesto Van Peorgh largou tudo e resolveu que tinha responsabilidade em mudar o mundo. E estamos juntos nessa mudança.

Não vou ficar contando muito pra não estragar a surpresa dessa ótima leitura (por enquanto só em espanhol), recém lançada com direito a entrevista em La Nación e tudo. O que quero contar aqui é como esse livro vai ser "publicado": não só em papel, mas também na web. Não só em uma página, mas também como um wiki-livro: sim, sim, como o wikipédia, você pode comentar, incluir, PARTCIPAR desse livro com a gente! Legal, né?

Então participe!!! Comente, passe pra frente, faça tudo que você quiser! Os novos meios e a web 2.0 estão aí pra isso, e através dela podemos mudar o mundo!

El viaje de Odiseo
Blog El viaje de Odiseo
Wiki-livro
Sostenibilidad 2.0

sábado, 1 de dezembro de 2007

Dia mundial de luta contra a AIDS


"... cada vez que conhecermos alguém, seja ela ou ele, branco, preto, amarelo, vermelho, gordo, magro, feio, bonito, homossexual, alto, careca, gago, adotado, anão, com AIDS, sem AIDS, rico, pobre, cabeludo, fanho, cego, corcunda, excepcional, vesgo, inteligente, olhos puxados, olhos azuis, palestino, árabe, superdotado, hemofílico, bicho-grilo, miserável, graduado, travesti, sem-terra, empregado, patrão, prostituta, enfermeira, médico, novo, velho, tatuado, surdo, paraplégico, mudo, ignorante... nos lembraremos de que, antes de tudo isso, é apenas uma pessoa." Trecho de Depois daquela viagem, de Valeria Polizzi





"Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde." http://www.uff.br/dst/bemfam.htm



"Era noite, verão, e estava quente. Peguei o elevador que não parava de subir e fui até o topo. No meio do caminho já começava a me arrepender. Se é coisa que me dá gelo na barriga é altura. E aquela droga de prédio tinha mais de cem andares.Mas chegando lá em cima não voltaria atrás.Tomei coragem e fui até a beirada onde vários outros turistas se debruçavam olhando a vista estupefatos e fazendo comentários nas mais diversas línguas. Ventava frio, e do parapeito onde me encostei, olhando pra frente, se via uma névoa fina que cobria o céu. Respirei fundo e olhei para baixo, e foi aí que eu vi, lá, muito longe, a cidade na qual eu estava. Os prédio pequenos, as casas minúsculas, os carros microscópicos... e as pessoas? As pessoas, não dava para vê-las. E foi aí que eu percebi o quão pequenos nós somos. In-sig-ni-fi-can-tes! Comecei a rir. Ri de todos os meus
problemas. Ri de todos os meus medos. Ri dos meus sonhos e dos sonhos de todo o mundo. Ri de mim mesma. E ri de toda humanidade. E continuei a rir. Ri tanto que joguei a cabeça para trás e, sem pensar, dei de cara com o céu e aí comecei a imaginar
Deus sentado lá em cima olhando pra baixo. O que é que ele veria de tão alto? Ele não veria nada. Não enxergaria ninguém. Quase chorei." - Outro trecho do livro de Valéria. Vale a pensa ler.