sábado, 1 de dezembro de 2007

Dia mundial de luta contra a AIDS


"... cada vez que conhecermos alguém, seja ela ou ele, branco, preto, amarelo, vermelho, gordo, magro, feio, bonito, homossexual, alto, careca, gago, adotado, anão, com AIDS, sem AIDS, rico, pobre, cabeludo, fanho, cego, corcunda, excepcional, vesgo, inteligente, olhos puxados, olhos azuis, palestino, árabe, superdotado, hemofílico, bicho-grilo, miserável, graduado, travesti, sem-terra, empregado, patrão, prostituta, enfermeira, médico, novo, velho, tatuado, surdo, paraplégico, mudo, ignorante... nos lembraremos de que, antes de tudo isso, é apenas uma pessoa." Trecho de Depois daquela viagem, de Valeria Polizzi





"Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde." http://www.uff.br/dst/bemfam.htm



"Era noite, verão, e estava quente. Peguei o elevador que não parava de subir e fui até o topo. No meio do caminho já começava a me arrepender. Se é coisa que me dá gelo na barriga é altura. E aquela droga de prédio tinha mais de cem andares.Mas chegando lá em cima não voltaria atrás.Tomei coragem e fui até a beirada onde vários outros turistas se debruçavam olhando a vista estupefatos e fazendo comentários nas mais diversas línguas. Ventava frio, e do parapeito onde me encostei, olhando pra frente, se via uma névoa fina que cobria o céu. Respirei fundo e olhei para baixo, e foi aí que eu vi, lá, muito longe, a cidade na qual eu estava. Os prédio pequenos, as casas minúsculas, os carros microscópicos... e as pessoas? As pessoas, não dava para vê-las. E foi aí que eu percebi o quão pequenos nós somos. In-sig-ni-fi-can-tes! Comecei a rir. Ri de todos os meus
problemas. Ri de todos os meus medos. Ri dos meus sonhos e dos sonhos de todo o mundo. Ri de mim mesma. E ri de toda humanidade. E continuei a rir. Ri tanto que joguei a cabeça para trás e, sem pensar, dei de cara com o céu e aí comecei a imaginar
Deus sentado lá em cima olhando pra baixo. O que é que ele veria de tão alto? Ele não veria nada. Não enxergaria ninguém. Quase chorei." - Outro trecho do livro de Valéria. Vale a pensa ler.




2 comentários:

NANDO DAMÁZIO disse...

Oi, Livia, passei aqui para ler o texto sobre a Aids e achei muito bom o seu post.
Aproveitei também para conhecer o restante do blog e está excelente. Parabéns pela qualidade, ganhou mais um visitante frequente.

Também participei da blogagem, se tiver um tempinho dê uma passadinha lá.
Abraços e até logo!
Nando.

luma disse...

Deus enxerga a todos! Pode ter certeza e enxerga não do tamanho do corpo físico, mas da dimensão da alma. Corpo fluído que estará mais perto de Deus proporcionalmente à fé. Não desanime! Não sei se é o caso, mas o texto demonstra um certo desespero.
Eu tomei a liberdade de adicionar a sua postagem à blogagem coletiva sobre o dia de luta contra a aids, espero não tê-la contrariado!
Boa semana! Beijus