domingo, 20 de julho de 2008

No escurinho do cinema argentino... também acontece política.

Dia 08 de julho tive um dia bem típico de identidade política da Argentina.

Fui estudar na Biblioteca do Congresso Nacional e quando cheguei, por causa do conflito entre campo e governo, as ruas principais estavam fechadas. Meu ônibus me deixou um pouquinho mais longe e fui andando. Em frente ao Congresso acontecia uma manifestação contra os dois, governo e campo, batucando, gritando nos microfones, um barulhão. Mesmo assim fui pra biblioteca, e passei a tarde toda escutando a manifestação, que teve até música com danças típicas.

Na saída resolvi atravessar a praça e ir ao cinema. Fui ver um filme sobre o movimento peronista, 1973, un grito de corazón.


El film combina documental y ficción para narrar la historia del peronismo revolucionario. La película relata la incorporación al movimiento de una nueva generación de militantes y de Montoneros, organización que irrumpió a principios de la década del 70 en la vida política argentina.


O filme é muito interessante, como historiadora me enlouqueci com as imagens, e até me emocionei com as cenas do Bombardeio da Plaza de Mayo. Mas eu tava na Argentina, e algo tinha que acontecer. Em um momento aparece a imagem do Perón e um discurso famoso em tempos de exílio, sobre a revolução popular e coisas assim, e nesse momento um senhor atrás de mim levanta e, no escurinho do cinema e grita:

"¡VIVA PERÓN!"


Acabou com o meu filme, claro. Nada podia ser melhor que essa manifestação aí, ao vivo. Isso é o dia-a-dia aqui no país do piquete.

3 comentários:

iti disse...

putz!!. rsrsrsrs
so na argentina msm,...


http://lhmartins.blogspot.com/

Julieta disse...

Cara, ainda me surpreendo com essa loucura ao redor do Peron. Muito amor, muito odio. Definitivamente tem gente que veio pra SER e outros so pra ESTAR...

Túlio disse...

explica como um governo populista de 40 anos atras define ainda hoje a política atual. quem é peronista e quem não é. imaginou os brasileiros se definindo como getulistas no dia de hoje?