sábado, 6 de setembro de 2008

MPB: o Popular é o culpado?


Fico impressionada com a poesia que pode ser a música brasileira. Como pode um ser escrever algo assim e achar legal que alguém cante?

Sério, lê bem e responde: Alguém ainda acha estranho o Rafael Ilha comer pilha? Rima pobre, minha gente, foi sua escola!


"Dizem que eu sou alucinado... que eu tô batendo pino..." Jura?


Eu sou um carro, ela não guia
- Por favor, dirige. Guia rimava com... pilha.
Sou um cigarro, ela não fuma
- Total apologia, aí o cara come pilha e ninguém entende...
Eu tô na dela, ela tá numa

Eu tô de noite, ela de dia

Eu viro rádio, ela não liga
- Vira rádio? Como assim? Rádio de pilha? Ah, tá...
Eu peço um gesto, ela faz figa

Toco guitarra e bateria, ela só ouve sinfonia.
- ???

Refrão


Ela não liga se estou apaixonado

E nem se toca com a minha fantasia
Se ela soubesse quanto tenho estudado
- Nota-se, pela sua bela escrita
Pra ver se entro lá na sua academia
- Que academia, minha gente? Onde esse povo cresceu? Suspeito que essa letra é do Sarney, e seu grande esforço de entrar na ABL...

Ela não liga se eu pareço desligado

Mas acontece que ela já virou mania

Quando aparece eu já me sinto sorteado

Eu sou o bilhete ela é a loteria
- A frase por si só já é deprimente, mas cara, ela tenta ter nexo com a anterior... dá um desconto.

Ela não liga
Ela não liga

Ela não liga
Ela não liga pra mim


Você não sabe da minha história

Eu tô na sua geografia
- Arrasou! História-Geografia... entendeu?
Eu jogo sempre pela vitória

Ela só joga água fria
- Mas não era que ela nem se tocava, gente? Agora joga até água fria?



Me impressiona como o "Sarney" que escreveu essa belezura não considerou em nenhum momento fazer alguma rima com "liga-ficha-orelhão"...

Agora a gente entende, né?

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