terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Meu Menininho





Amanhã é aniversário do meu "Bebê", aquele caçulinha que tem quase 1,90m, mas que não assusta ninguém: o melhor amigo de todos, o mais bobo, que ri de qualquer besteira, que nos faz rir o tempo todo, que apóia, que escuta todo mundo, aconselha, que está sempre do nosso lado.

Meu irmão é fenomenal. E eu morro de saudades dele, isso já tem tempo, desde que eu sai de casa, do país. Saudade que ficou insuportável depois dos 4 meses que moramos juntos em Buenos Aires, na "casita": 1 quarto, aquele apartamento super pequeno, e nós felizes como nunca. Eu, ele e o Ale, rindo à toa só por comer empanadas e sanduíches de miga juntos. Mas ele tinha que voltar...

Aí eu voltei, mas apoiando 100% a vez dele sair, dele viver esse mundo aí de fora. E cheia de orgulho quando ele diz "só você entende essa alegria de viver aqui junto com esse desespero de ir embora".

Agora ele tá lá, curtindo a vez dele, correndo atrás de qualquer que seja esse sonho dele. E eu aqui, nessa mistura louca de saudade, orgulho, alegria...

Meu Menininho é tudo. Pra muita gente. E mesmo completando 24 anos, até deixando de ser dependente no plano de saúde, ou seja, obrigatoriamente virando adulto, vai ser sempre o bobão que enche o saco de tanto que ri de coisas idiotas.



quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


Porque ela está até em Bruxelas, na esquina daquele mijão sem -graça.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Franz balança a cabeça: "Numa sociedade rica, os homens não têm necessidade de trabalhar com as mãos e se dedicam a uma atividade intelectual. Existem cada vez mais universidades e cada vez mais estudantes. Para obter seus diplomas, precisam encontrar tema de dissertação. Existe um número infinito de temas, pois se pode falar sobre tudo. Pilhas de papel amarelado se acumulam nos arquivos, que são mais tristes do que os cemitérios, porque não se vai até eles mesmo no dia de Finados. A cultura desaparece numa multidão de produções, numa avalenche de frases, na demência da quantidade. Acredite em mim, um só livro proibido em seu antigo país significa infinitamente mais do que as milhares de palavras cuspidas pelas nossas universidades."
A instutentável leveza do ser, p. 103.


Mesmo num país não rico, ou como é educado dizer, um país em desenvolvimento, tenho essa sensação. E ela não é a melhor nesse momento...

Qual o sentido (principalmente o social), de ser intelectual? Mais uma tese/livro pras estantes, que nem nossos próprios pais e amigos vão ler?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ganhamos!

Lembram do padre que ano passado tentou voar cheio de balões de ar? Fiz um post zoando em maio do ano passado, e naquela época eu descobri que ele tava concorrendo ao prêmio Darwin, um prêmio internacional:

O Darwin Awards é uma premiação internacional cujo principal objetivo é saudar a evolução da éspécie humana honrando aqueles que acidentalmente se matam de maneira estúpida comprovando que a seleção natural existe.
Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=1471

Pois é: ganhamos! OU melhor, o padre ganhou! Abaixo, a reportagem de ontem da Folha de São Paulo. E fica aí a dúvida: orgulho de vencer ou vergonha nacional?

05/01/2009 - 18h56

"Padre balonista" fica em 1º lugar de prêmio internacional sobre mortes

da Folha Online

O prêmio Darwin Awards, que reconhece o "mérito" de pessoas que morreram de modo considerado estúpido, fechou 2008 com um brasileiro na dianteira: o padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu em abril do ano passado ao fazer um voo suspenso por balões cheios de gás hélio.

A intenção do prêmio é, na definição politicamente incorreta dos organizadores, celebrar aqueles que melhoram o código genético humano (e as chances de sobrevivência da espécie) ao morrerem de maneira "realmente estúpida" --em uma ligação um tanto torta com as teorias de Charles Darwin, cientista que dá nome ao prêmio.

Primeiro colocado na votação on-line de 2008, Carli partiu de Paranaguá (PR) e pretendia chegar até Ponta Grossa (PR), a 180 km de distância, suspenso por balões. O último contato que ele fez foi por celular via satélite, quando pediu que alguém o ajudasse a operar o aparelho de GPS (sistema de posicionamento global) que transportava --o fato de o religioso não saber manusear o aparelho ganhou bastante destaque no texto do Darwin Awards.

O corpo do padre foi encontrado em Maricá (RJ) aproximadamente dois meses após seu desaparecimento. O enterro do religioso ocorreu em 2 de agosto, em Ampére (PR), sua cidade natal, e foi acompanhado centenas de fiéis.

O religioso brasileiro está à frente do italiano Ivece Plattner, que morreu atropelado em uma linha de trem, logo depois de correr balançando os braços em direção à locomotiva em movimento, a fim de tentar salvar seu Porsche da colisão.