quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Franz balança a cabeça: "Numa sociedade rica, os homens não têm necessidade de trabalhar com as mãos e se dedicam a uma atividade intelectual. Existem cada vez mais universidades e cada vez mais estudantes. Para obter seus diplomas, precisam encontrar tema de dissertação. Existe um número infinito de temas, pois se pode falar sobre tudo. Pilhas de papel amarelado se acumulam nos arquivos, que são mais tristes do que os cemitérios, porque não se vai até eles mesmo no dia de Finados. A cultura desaparece numa multidão de produções, numa avalenche de frases, na demência da quantidade. Acredite em mim, um só livro proibido em seu antigo país significa infinitamente mais do que as milhares de palavras cuspidas pelas nossas universidades."
A instutentável leveza do ser, p. 103.


Mesmo num país não rico, ou como é educado dizer, um país em desenvolvimento, tenho essa sensação. E ela não é a melhor nesse momento...

Qual o sentido (principalmente o social), de ser intelectual? Mais uma tese/livro pras estantes, que nem nossos próprios pais e amigos vão ler?

Um comentário:

Renato Rosário disse...

É, Mana...

Já pensei nisso algumas vezes! No geral, as dissertações e teses não são muito lidas, mas sempre existem exceções.

Exemplos de exceções são as que outros estudantes lêem para escrever a deles, as que se transformam em livros publicados, e as que têm trechos divulgados na imprensa.

Quer motivação? Simples! Faça com a vontade de realmente ser uma fonte útil de informação a ser lida... E divulgue depois, claro... hehehe

Beijão!