sábado, 7 de março de 2009

Just me

Na segunda-feira minhas férias acabam. Eu não tinha férias assim praticamente desde de que terminei a faculdade, em janeiro de 2005. Mas nessa época nem aproveitei tanto, porque estava de mudança pra Argentina e foi uma sucessão de despedidas. Tudo muito bom, farra total, festas e bebedeira, mas não eram férias, férias. Isso eu tive agora, desde que terminei a seleção do doutorado na UFF, com o resultado final no dia 12 de dezembro de 2008. Sim, eu tive férias de estudante, 3 meses. Mas não foi fácil.

O grande problema: eu era super independente em Buenos Aires. Morava sozinha, gastava meu $ como eu queria, vivia aquela vida de filme de jovem que sai da casa dos pais pra cidade grande, sabe? E pra conseguir continuar com a História, pra fazer meu doutorado no muehor lugar, tive que voltar pra asa dos pais.

Não posso nem abrir a boca pra reclamar dos meus pais, que nunca me cobraram nada, pelo contrário, meu pai tá que nem pinto no lixo de tão feliz que eu voltei. Mas é foda, pra alguém que nem eu, que aos 14 anos queria trabalhar no Mc Donald's porque estava incomodada em receber mesada, voltar pra casa dos pais.

Fora que é voltando que nós percebemos que morar sozinho nos torna egoístas. Durante 21 anos eu dividi o quarto com a minha irmã, e, como qualquer relação entre irmãs, quase nos matávamos. Aí fui morar numa residência na Argentina. Depois num ap com mais 4 pessoas. Finalmente, fui morar sozinha num ap de 1 quarto. Talvez seja difícil para todos entenderem o que é pra uma pessoa que sempre dividiu ter quase 40 metros quadrados só pra ela. E sem ter que dar satisfação de nada pra ninguém. Chegava quando queria, saia quando queria, tudo na minha vida era quando EU queria. E agora tenho que, pelo menos, avisar que horas eu volto pra casa (ainda mais no RJ...).

O fato é que eu tento olhar as coisas pelo copo metade cheio. Que bom que eu tenho pais que podem me apoiar e ajudar pra que eu consiga me dedicar a esta carreira fudida que é ser historiadora. Anos e anos de estudo sem nunca ter a certeza que vamos chegar onde queremos.

Mas é isso. Esse desabafo é pessoal, nem sei se outras pessoas vão ler tudo isso. Mas é pra que eu possa marcar essa minha "nova vida" que começa agora. E se as coisas seguirem o rumo delas, estarei pouco tempo na casa do papi e no Rio... porque a vontade de sair e conhecer tudo não dimnui, só cresce.

Eu precisava era de um mecenas...

Ouvindo a rádio Beatles da Last.fm

Um comentário:

Renato Rosário disse...

Ê, Livinha...

Tenho saudade desse tipo de férias!

E eu que voltei pra casa dos velhos já formado, 6 anos de RJ nas costas, e com 25 de idade, sei bem o que você sente. Mas eu superei facim, pois na época eu era preguiçoso bagarai, então era bom a mamãe cuidando de tudo... Hoje tem a esposa pra isso! hehehe

Mas você vai viver mais na ponte aérea ou em Sampa mesmo, ou quem sabe no futuro em Madri, ou sabe lá onde...

Difícil será te encontrar!

Beijão!