quinta-feira, 2 de abril de 2009

El año sabático

Na Argentina é comum escutar as pessoas dizerem que tiraram um "año sabático". Acho até que a expressão existe em português, mas eu a escutei, e muito, lá na minha época porteña. E hoje entendi que é mais ou menos isso que estou fazendo no meu ano de 2009.

Eu comecei a trabalhar com 17 anos. Mas, deixo claro, porque eu quis. Eu sempre quis trabalhar, me incomodava muito vivir de mesada. E lá fui eu. Quando fui morar na Argentina fiquei 1 ano sem trabalhar, fazia bicos como pesquisadora. E quase enlouqueci. Torrei todo o meu dinheirinho guardado com tanto carinho, e em 2006, lá fui procurar um trabalho.

Só que não vou negar: o trabalho, qualquer que seja, interfere na minha vida acadêmica. Explico melhor: demorei 3 anos e meio no mestrado, um ano a mais do que deveria, porque não tinha tempo nem cabeça pra me dedicar. Eu trabalhava muito (teve épocas que rabalhei mais de 10h por dia), morava sozinha, tinha aula 2 vezes por semana, e era complicado chegar em casa e ainda estudar...

Então decidi que com o doutorado ia ser diferente. E aqui estou, no meu "año casi sabático": não estou à toa, como deveria, mas estou de estudante. Coisa que nunca fiz desde que saí do colégio. Poder ler toda a bibliografia complementar, ler literatura e não só textos teóricos, ir ao cinema, vistar exposições... essa vida de estudante é deliciosa!

Eu sei que não vou aguentar muito tempo. Me incomoda, e muito, não ser independente finaceiramente. Mas eu também precisava desse descanso. Pra poder me dedicar um pouco ao que eu escolhi fazer, pra tentar, em alguns anos, conseguir me dedicar e viver da História.

Vamos ver. O fato é que em 1 mês já estudei e li mais do que em 1 ano de mestrado. Delícia!

Um comentário:

Débora disse...

O marcador diz tudo.