domingo, 31 de maio de 2009

Além de Shakespeare

Como já disse, estou tirando o atraso dos clássicos da Literatura. Já tem algumas semanas que resolvi ler On the Road, a famosa aventura norte-americana que influenciou a geração de 1960/70, e o faz até os dias de hoje.

Mas, confesso que me decepcionei um pouco. E assumo que definitivamente o estilo digamos, "inglês"(no sentido do idioma, claro) de literatura não é o meu preferido.

Claro que existem obras maravilhosas, como o que comentei uns posts atrás, Admirável Mundo Novo. Mas On the Road não é, pra mim, mais que um livro comum. A verdade é que tenho um pé atrás com a literatura dos Estados Unidos, que, sem nenhum tipo de discurso pseudo-intelectual e político, considero vazia, prática e objetiva demais. Os livros que normalmente me cativam neste idioma são ingleses, densos, como, claro, Shakespeare. Os livros norte-americanos me dão a sensação de leitura de sala de espera: são livros práticos, pra passar o tempo enquanto esperamos outra coisa, e não o objetivo do momento em que vivemos. Livros, pra mim, são bons quando eles ocupam todo o meu pensamento, todo o dia, e não apenas no metrô pra ajudar a me distrair,

E tudo isso me faz pensar: se pra eles esse é um livro tão espetacular, imagine só se os norte-americanos lessem outra coisa além deles mesmos. Um pouco de literatura fantástica latino-americana, ou um Saramago. Como eles perdem por, na maioria dos casos, não sair daquele mundinho fechado em que vivem...

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