quarta-feira, 13 de maio de 2009

O tempo nem sempre resolve tudo

Dia 09 completaram-se 8 anos que perdi minha avó. Ou que a tiraram de mim, já que não sinto a culpa que "perder" implica.

É costume dizer que o tempo cura dores desse tipo. Mas quem já passou por isso -e imagino que aqui podemos incluir quase todos nós- sabe que, também aqui, o tempo é relativo. Porque a saudade, o amor, coisas assim são a-temporais. A gente sente sempre, o tempo todo, não importa quantos anos do calendário gregoriano se passaram.

O que o tempo permite é continuar. Cada dia é como se fosse mais compreensível o "seguir em frente". Porém, tampouco é aceitar.

E a ausência ficará pra sempre, em alguns momentos mais forte que outros. Hoje, por exemplo, é mais forte que há um ano, ou que há dois anos. Não sei explicar, nem sei se isso é possível de ser explicado. Simplesmente o tempo cronológico não é suficiente para quem lida com seus sentimentos.

Um comentário:

Julieta Abiusi disse...

"Morir es un acto cometido fuera del verso".
É isso. E por isso é assim como vc diz.
Bjs!