sábado, 28 de novembro de 2009

Tem horas que é melhor não entender

Impressionante como uma música linda pode ter uma letra tão idiota.

Flightless Bird, American Mouth

I was a quick wet boy
Diving too deep for coins
All of your straight blind eyes
Wide on my plastic toys
And when the cops closed the fair
I cut my long baby hair
Stole me a dog-eared map
And called for you everywhere

Have I found you?
Flightless bird, jealous, weeping
Or lost you?
American mouth
Big bill looming

Now I'm a fat house cat
Cursing my sore blunt tongue
Watching the warm poison rats
Curl through the wide/white fence cracks
Kissing on magazine photos
Those fishing lures thrown in the cold and clean
Blood of Christ mountain stream

Have I found you?
Flightless bird, climbing, bleeding
Or lost you?
American mouth
Big bill, stuck going down

E ainda assim eu a escuto o dia todo. O que talvez me faça ser mais idiota que a letra.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Não sou cristã, logo não perdôo.

Tenho que fazer um post melhor sobre o assunto, mas só como introdução, sou a mais nova viciada nos livros da série "Twilight". E, claro, fui ao cinema esse fnal-de-semana ver "New Moon". E não gostei.

Meus amigos/conhecidos que são fãs não entendem muito bem o porquê. E, sem tentar contar muito o livro, vou tentar explicar, numa tentativa de me entender.

O "New Moon" é o seguno livro. Nele, logo no início, o Edward (vampiro) vai embora e deixa a Bella sozinha, alegando que não gosta mais dela (mas, claro, era "pelo bem dela"). Ela sofre horrores, mas horrores, mesmo. E aos poucos vai se recuperando, com a amizade que cria com o Jacob (lobisomem). No final, ela larga tudo pra salvar o Edward. E aí que o filme me incomoda.

No livro ela vai até a Itália, salva o Edward, e são muitas e muitas páginas dela sofrendo, ainda achando que ele não gosta mais dela, que quando eles voltarem aquilo acabou. Mas muitas, muitas páginas. E no filme eles mal se tocam e o Edward já pede desculpas, ela rapidinho acredita e tudo certo, vamos enfrentar os vampiros malvados.

Essa, digamos, "cura" rápida da Bella que tanto me incomodou. E acho que pra muitos isso é uma bobeira, e aí que eu entro na parte de autoanálise: só quem já passou por um abandono desses sabe a intensidade daquelas páginas.

Alguém que diz que não gosta tanto assim de você, e vai embora (ou te deixa ir). E você fica ali, sem reação, sem acreditar, porque você sentia que aquele sentimento era verdadeiro. E lá estava a pessoa responsável por ele desmentindo tudo. É ficar sem chão, literalmente perdido, porque dá uma sensação de incapacidade, de que não somos capaz de entender quando alguém quer a gente. E o buraco, que ela tanto fala no livro, é tão profundo, e tão tentador meter-se nele... que nos metemos.

Acho que um dia todos saímos desse buraco. Seja no caso da Bella com a nova amizade, seja com uma mudança de vida e a realização dos nossos sonhos. De uma maneira de outra, saímos. Mas a cicatriz, essa fica. Parece que o buraco tá sempre ali do seu lado, e volta e meia você tropeça perto, quase como se fosse pra lembrar que ele é real. E vai ser pra sempre.

Acho que qualquer tipo de abandono por quem confiamos -pais, namorados, amigos- deixa esse buraco aberto pra sempre.

E por isso era essencial pra mim a dificuldade da Bella de acreditar que era mentira dele, de acreditar na própria volta dele. O fato dele ter escolhido o rumo da vida dela por ela, sem deixar a opção. E na dificuldade de perdoar e voltar a confiar.

Ela conseguiu,perdoou. E não, e sei que nunca o farei. Superei, isso é óbvio, aprendi a reconfiar (com dificuldade), e hoje pode-se dizer que aceito o que aconteceu. Mas não perdôo. Porque aquela coisa que eu senti no momento em que escutei que o que eu sentia estava errado, que estava tudo errado, aquilo eu não apago nunca mais de mim. Asim como não consigo apagar o fato de que decidiram por mim, sem em dar a opção, da maneira mais covarde.

E ver isso retrato num romance adolescente só me faz pensar uma coisa: que patético. Agir dessa maneira tão banal, tão lugar comum... e perder tudo por isso.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O sentimento nos trouxe de volta


Pra muitas pessoas o dia começou tenso na 6a feira passada. Afinal, era 6a feira 13, o dia que muitos acreditam ser de azar. Alguns, como Zagallo, acham que é o contrário, de sorte. Olha, confesso que o Zagallo não é exatamente algum por quem nutro simpatia, mas agora concordo com ele: minha 6a feia 13 foi um dia espetacular.

No sábado dia 07/11 eu não puedo ir ao Maracanã, não estava no Rio, e por isso não pude ver pessoalmente o Vasco conquistar sua volta à elie do futebol brasileiro. Num bar ao lado de uma igrejinha em Bragança Paulista, interior de São Paulo, arrumada pra um casamento, eu chorei de emoção no apito final.

Mas na 6a feira 13 eu estava lá. Sofri com o gol do América de Natal, foi como sentir novamente a tristeza dos últimos anos corroendo minha alma. Mas continuei apoiando, e cantando. Porque como deixamos claro esse ano, o sentimento não para.
Dizem que quem ama perdoa, segura a mão em momentos difíceis, ajuda a levantar a cabeça e a dar a volta por cima. Falem o que quiserem, sacaneiem como quiserem, mas em 2009 a torcida vascaína mostrou todo esse amor pelo belo time da colina.

Felizmente fomos correspondidos. Sim, eu gritei e comemorei o camepeonato, mesmo sendo a 2a divisão. E pra quem diz "eu me recuso, se fosse meu time não pagaria esse mico", então, sinto muito, a verdade é que você não ama mesmo seu time. E nem adianta aquele papo de "é que meu time não cai". Usei muito essa frase. Acredite: todos um dia caem. E aí descobrimos os que realmente são torcedores e os que só aparecem quando o time ganha.

Ano passado comemoramos o fim da ditadura Eurico, mas sofremos com o rebaixamento. Pra mim 2009 foi só de conquistas. Dinamite não só esta organizando a casa, mas trazendo novos sócios, fazendo com que a gente volte a ter aquela relação íntima com o time. E voltamos com a cabeça levantada pra primeira divisão. Não podemos esquecer que a maioria dos times não consegue o campeonato quando volta (caso do Botafogo. O Fluminense, nem comento, só volta pagando). E nós conseguimos.

Então eu comemoro muito, sim. Comemoro que o Eurico é um passado triste, mas superado; que o Dinamite tá aí; que voltamos pro nosso lugar; e que sim, ainda temos um longuíssimo caminho pela frente, mas o que realmente importa é que

O CAMPEÃO VOLTOU!


terça-feira, 10 de novembro de 2009

O copo metade cheio...

De volta de mais uma maratona de viagens. Muita coisa pra contar, fotos pra mostrar.

Mas ontem voltando de vez pro Rio fiquei pensando nas coisas que mudam nossas vidas. Tudo começou com o pensamento de que se eu não tivesse entrado na comunidade "Brasileiros na Argenina" do orkut eu não teria respondido a uma proposta de trabalho, logo não teria me mudado e conhecido a Gaby, e, claro, não teria conhecido ele. Aí lembrei dessa publicidade, espalhada pelas ruas de Buenos Aires:


E ri. Naquele momento eu já sabia que precisava muito mais que um pé na bunda pra me derubar. Mas sou orgulhosa, sim -nas palavras da minha irmã, sou taurina demais- e queria ter dado eu o pé na bunda, numa relação que eu sempre soube que terminaria tão patetiamente como começou. Mas caí na lábia do mini-Videla e ele, mais esperto que eu, terminou antes. Sim, é ridículo, mas minha relação anterior terminou nesse nível, numa briguinha infantil de egos.

Pois é. Sem aquele pé na bunda, hoje eu não estaria com o meu Bundão.

Alguns dias até eu fico otimista!