sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Filosofia barata à francesa

Tive que ir na estação de trem, nesse caso na Gare du Nord. Considero as estações um lugar especial, daqueles em que tudo pode acontecer, que todos os loucos se sentem em casa. E aí me cruzo com um ser aos gritos:


S'il vous plaît, s'il vous plaît. Tanto s'il vous plaît e olha pra onde isso levou a gente!


Filósofo, não?


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Já é Natal na Tati!



Daí que aqui na casa tem uma vassoura, mas sem o cabo. Pois é, só a parte da escova. Tem um aspirador, e eu o usei (calma, não estou há 2 meses e meio sem limpar!). Só que eu não dou certo com aspirador, sou velha guarda. Aspirador tem que ficar carregando pela casa como rabo, e ainda atrapalha a música. E faxina sem música, não dá. Portanto eu precisava do cabo da vassoura. Na verdade acho que é pra tirar o cabo do esfregão, mas óbvio que eu não consegui. E fui atrás de um só pra ela.

No Carrefour custava 8 euros. Achei um absurdo. Meu parâmetro é a calça jeans da H&M, que paguei 9 euros. Logo, se a calça da minha loja preferida sai 1 euro a mais, um simples cabo não pode custar tudo isso. E resolvi arriscar e ir na Tati.

Arriscar porque a Tati é uma loucura! Como diria Samantha -após sua experiência com a versão online- "essa loja é do mal!". Tudo lindinho e baratinho. Duvida? Vai , se você tem coragem. Já aviso logo que minha mala tá cheia, impossível fazer encomendas, rs. O meu medo agora era com a decoração de Natal. Eu já tinha visto que ela tava se preparando, e que era melhor eu me manter bem longe. Mas aí veio aquela voz dizendo "8 euros num cabo não dá". É, não dá. Entrei.


E achei tudo lindo! Mas juro que me controlei! Comprei essas velinhas lindas em formato de anjinho que abrem o post (a caixa vem com 4), e mais algumas besteirinhas, nada exagerado: duas almofadas rosas de lantejoula (deixa eu curtir que não tem homem na casa!), um novo saquinho pra por meu chá e um enfeite pequeno de Natal. Tudo lindo e útil, ok?



"E o cabo?", você se pergunta. Tinha lá: 3,99. Com a escova junto, azul e branco com bolinhas! =) Não ficou linda a minha decoração (a vassoura é só pra vocês verem, claro)?










Ps: Esse quadro também comprei lá, mas não dessa vez. Só coloquei aqui pra vocês verem que lindo. 5 euros. Sem mais, eu amo a Tati!

Maybe I just don't believe


No meio da tristeza, bate um desespero: viver. Uma ansiedade, uma vontade louca de curtir cada segundo, sem parar pra pensar. De ser feliz o tempo todo. Como se fosse o mínimo que eu pudesse fazer por aqueles que já não podem mais...

Certa vez li que o Noel escreveu essa música pensando na amizade. Naquela sensação de estar com alguém, de ser feliz, e simplesmente pensar: "You and I are gonna live forever". Amizades profundas, ou não. Amigos dos amigos, que entram no seu grupo de amigos. Que você vê pouco, mas cada vez que vê se diverte, e volta pra casa com aquela ideia na cabeça. "Devíamos ver o Pablo mais vezes, né?". Que antes de se despedir pra uma grande experiência, fica a promessa: "Na volta, a gente vai se ver com mais frequência. E vocês vão finalmente conhecer o Lucho".

Mas essa música não é sobre o que não fizemos. Ela é sobre cada momento que valeu a pena. Cada momento, por menor que seja, que nos faz cantar: "You and I are gonna live forever". Mesmo que depois cada um volte pra sua rotina. Mesmo que simplesmente não seja assim. Mas em cada um daqueles momentos, foi. E viveria todos eles de novo, sem qualquer dúvida.


Maybe I don't really want to know
How your garden grows
'Cause I just want to fly
Lately, did you ever feel the pain?
In the morning rain
As it soaks it to the bone?

Maybe I just want to fly
I want to live, I don't want to die
Maybe I just want to breathe
Maybe I just don't believe
Maybe you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever

I said maybe I don't really want to know
How your garden grows
'Cause I just want to fly
And lately, did you ever feel the pain
In the morning rain
As it soaks it to the bone?

Maybe I will never be
All the things that I want to be
But now is not the time to cry
Now's the time to find out why
I think you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever

Maybe I don't really want to know
How your garden grows
'Cause I just want to fly
Lately, did you ever feel the pain
In the morning rain
As it soaks it to the bone?

Maybe I just want to fly
I want to live, I don't want to die
Maybe I just want to breathe
Maybe I just don't believe
Maybe you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever

We're gonna live forever
We're gonna live forever
We're gonna live forever
We're gonna live forever

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O celular toca. Está longe, você fica com preguiça. Mas aí acha que é melhor olhar, depois vai ter que ligar de volta.

O identificador mostra quem é. Você sorri, imagina que é mais um telefonema fofo. Você atende. O mundo parece parar.

Notícias ruins sempre chegam quando a gente menos espera. Notícias péssimas, normalmente quando nem imaginamos que elas podem acontecer. Por um momento ainda tentei acreditar que era uma brincadeira sem-graça (de MUITO mal gosto). Fiquei torcendo pra ter os amigos mais sem-noção do mundo, capaz de achar uma coisa dessas engraçada.

Mas não era. Era verdade, a mais estúpida verdade. Sem acreditar, sentei no computador. O facebook estava aberto. Desabafei. Apaguei depois. Andei pela casa. Vi alguém querido no gmail: desabei.

Chorei com muita força, gritei. Escrevi. Tentei colocar pra fora a dúvida que não sai da minha cabeça: "por que eu perco tanta gente?". Como aceitar a perda de alguém jovem, da sua idade, com planos como você (parte deles com os amigos), uma pessoa feliz, numa vida feliz, exatamente como a sua? Até quando enterrarei meus jovens amigos, os amigos dos amigos, gente querida, mesmo que talvez não tão próxima?

Em menos de um ano, tenho 4 histórias dessa. 4 jovens, com uma vida como a minha pela frente. Interrompida. Nem todos amigos, um nem conhecido pessoalmente, mas todos envolvidos com pessoas que amo demais. 2 faziam parte constante da minha vida.

E não tenho outra solução que aceitar que é assim: perderei pessoas, perderei amigos, perderei pedaços de mim. Sei que faz parte do mundo, da própria vida.

Mas hoje, só por hoje, eu quero não aceitar. Porque só assim, descarregando a minha raiva, eu vou conseguir amanhã seguir na rotina dessa vida que não sei até quando tenho.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em Paris!

Bom, tem tempo que eu tô pensando em reativar o blog. Na verdade eu ia criar mais um, mas aí achei que já era demais, que tava perdendo a linha nessa de criar blogs pra depois abandonar. Eu queria um blog de viagens. As pessoas dizem que eu tô sempre em algum lugar diferente, e acho que isso significa muita coisa pra contar. Mas também pode significar o meu próprio fabuloso destino, certo?

Mas o que me fez vir aqui escrever foram os muitos pedidos d

e notícias da viagem. Amigos e familiares que pedem novidades, e a preguiçosa aqui que nunca escreve. Até que ontem a Carol me encontrou online e também pediu notícias. Como eu prezo pela minha vida e tenho medo de quem serve cachorro no jantar (piada interna, hehe), achei melhor escrever.
Então o primeiro post vai ser só explicativo. Já expliquei porque voltei ao blog. Agora vou explicar aonde estou nesse momento. Je suis à Paris! Sim, aqui estou em uma temporada de 4 meses e meio na cidade luz (q
ue é estranhamente escura), fazendo intercâmbio do doutorado. Entre as horas enfiadas na biblioteca pesquisando e escrevendo tese, eu dou um jeito de conhecer mais a cidade, ver os amigos daqui e ainda viajar um pouco. E agora, também pretendo arrumar um tempinho pra escrever aqui. Vamos ver se dá ibope!

Pra começar, uma foto da minha "vizinha". Me instalei aqui em Monmartre, delicinha entre ladeiras e um mundo meio alternativo demais algumas vezes. Mas que eu adoro. Caminhar pelas ruas do bairro sem rumo, me perdendo sempre, é muito legal. Fora que, diferente do que dizem os franceses, acho o bairro perto de tudo. Tenho duas linhas de metrô que cortam a cidade- a 2 na horizontal e a 4 na vertical-, e uma caminhada de 1h me leva até a Notre Dame. Pra quem cresceu com o trânsito do Rio de Janeiro, isso é luxo! E o bairro é bem mais barato que os da zona mais turística. E mais vazio (bom, isso é relativo, Paris tem MUITA gente sempre!). Prometo um post sobre as lojas daqui, especialmente a loja do mal, como diria a Sam, nossa querida loja Tati.


Fica pra próxima!