segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O celular toca. Está longe, você fica com preguiça. Mas aí acha que é melhor olhar, depois vai ter que ligar de volta.

O identificador mostra quem é. Você sorri, imagina que é mais um telefonema fofo. Você atende. O mundo parece parar.

Notícias ruins sempre chegam quando a gente menos espera. Notícias péssimas, normalmente quando nem imaginamos que elas podem acontecer. Por um momento ainda tentei acreditar que era uma brincadeira sem-graça (de MUITO mal gosto). Fiquei torcendo pra ter os amigos mais sem-noção do mundo, capaz de achar uma coisa dessas engraçada.

Mas não era. Era verdade, a mais estúpida verdade. Sem acreditar, sentei no computador. O facebook estava aberto. Desabafei. Apaguei depois. Andei pela casa. Vi alguém querido no gmail: desabei.

Chorei com muita força, gritei. Escrevi. Tentei colocar pra fora a dúvida que não sai da minha cabeça: "por que eu perco tanta gente?". Como aceitar a perda de alguém jovem, da sua idade, com planos como você (parte deles com os amigos), uma pessoa feliz, numa vida feliz, exatamente como a sua? Até quando enterrarei meus jovens amigos, os amigos dos amigos, gente querida, mesmo que talvez não tão próxima?

Em menos de um ano, tenho 4 histórias dessa. 4 jovens, com uma vida como a minha pela frente. Interrompida. Nem todos amigos, um nem conhecido pessoalmente, mas todos envolvidos com pessoas que amo demais. 2 faziam parte constante da minha vida.

E não tenho outra solução que aceitar que é assim: perderei pessoas, perderei amigos, perderei pedaços de mim. Sei que faz parte do mundo, da própria vida.

Mas hoje, só por hoje, eu quero não aceitar. Porque só assim, descarregando a minha raiva, eu vou conseguir amanhã seguir na rotina dessa vida que não sei até quando tenho.

Nenhum comentário: